sábado, 9 de janeiro de 2021

JUVENTUDE DOS TEMPOS MODERNOS

 

JUVENTUDE DOS TEMPOS MODERNOS

Evaí Oliveira

Outro dia, eu estava lendo sobre a geração nem-nem, nem estuda nem trabalha. Eu incluiria mais um “nem”, nem faz nada útil. Generalizando, eu disse generalizando, boa parte, repetindo boa parte, da geração atual não sabe de onde veio nem para onde vai. Faltam perspectivas de vida e estruturação familiar. No Brasil, generalizando mais uma vez, temos uma juventude preguiçosa, folgada, fresca, chata, ignorante, sem limites, sem respeito, sem noção, sem cultura, que não gosta de nada, que não pode se frustrar, que se magoa até com o vento e vitimista.

Por outro lado, temos famílias completamente desestruturadas, o que contribui com a decadência da classe que dizem que é o futuro de uma nação. Por aqui também o vitimismo impera. O pai que cria os filhos sozinho reclama.

– A mãe só fez parir, me entregou e se mandou com outro homem: eu já disse que se ele não se comportar, eu vou entregar para ela se virar.

– Primeiro que ela não fez sozinha. Segundo que se o filho está sob sua responsabilidade, o senhor tem se impor. Não peça. Mande!

A mãe que cria os filhos sozinha também reclama.

– Eu me viro sozinha porque o pai não presta, ninguém sabe por onde anda. Eu não sei o que fazer com esse menino.

– Sabe sim, só não se coloca no seu lugar. Outra coisa, se você se deitou com qualquer um, o problema é seu. Se o filho está com você, a educação dele é por sua conta.

A avó reclama dos netos desobedientes que cria.

 – Minha filha é muito nova... Eu peguei o menino para criar.

– Meu filho engravidou a menina e como é irresponsável, eu fiquei com a bebê para cuidar.

– A senhora está reclamando de quê? Quem pariu Mateus que o balance. Pegou neto para criar, não é só dar comida, tem que dar limites também. Agora aguente!

Fora outros casos que fazem vergonha contar.

– Meu filho fica até as 2 horas da manhã no celular...

– Por acaso, o senhor manda na sua casa?

– Minha filha não lava o prato que come, para não quebrar as unhas.

– Minha senhora, que bom que ela se domina e tem uma empregada que chama de mãe.

– Eu não queria, mas coloquei meu filho na escola pela tarde, pois ele não acorda cedo. Fica até tarde da noite jogando.

– Eu fico emocionado com essas situações. Ainda bem que ele se domina, vivendo às suas custas.

- Todo dia é uma confusão para minha filha se levantar. Dorme até as 10 da manhã.

– É mesmo? Jogue água na cama, tonta!

– Meu filho não me deixa assistir nem o jornal. Assisti desenho o tempo todo. Se eu mudar canal, ele começa a chorar.

– Rapaz, isso aí é falta de limites. Mude de canal e pronto. Se ele chorar, sabe a fita adesiva...?

Muitos dos pais de hoje se esqueceram da forma como foram criados e só faltam apanhar dos filhos. O que é isso? Todo mundo quer viver em um mundo melhor. Mas o que estamos fazendo para tornar o mundo melhor?

Não importa se a mãe abandonou e foi para as profundezas, não importa se o pai deu no pé para o Diabo que o Carregue do Norte. O que importa é que se você está criando, a responsabilidade é sua! Pare de se fazer de pobre coitado(a) e assuma a responsabilidade. A gente não aguenta mais tanta lamúria, tanta desculpa esfarrapada e vitimista para justificar a péssima criação dos filhos. E o resultado está aí.

Mas graças aos deuses, ainda há famílias em que os chefes conseguem educar seus filhos como se deve e com isso garantir que nem tudo está perdido no que se refere ao futuro da nação.

JUVENTUDE DOS TEMPOS MODERNOS (crônica)

 JUVENTUDE DOS TEMPOS MODERNOS

Evaí Oliveira

Outro dia, eu estava lendo sobre a geração nem-nem, nem estuda nem trabalha. Eu incluiria mais um “nem”, nem faz nada útil. Generalizando, eu disse generalizando, boa parte, repetindo boa parte, da geração atual não sabe de onde veio nem para onde vai. Faltam perspectivas de vida e estruturação familiar. No Brasil, generalizando mais uma vez, temos uma juventude preguiçosa, folgada, fresca, chata, ignorante, sem limites, sem respeito, sem noção, sem cultura, que não gosta de nada, que não pode se frustrar, que se magoa até com o vento e vitimista.

Por outro lado, temos famílias completamente desestruturadas, o que contribui com a decadência da classe que dizem que é o futuro de uma nação. Por aqui também o vitimismo impera. O pai que cria os filhos sozinho reclama.

– A mãe só fez parir, me entregou e se mandou com outro homem: eu já disse que se ele não se comportar, eu vou entregar para ela se virar.

– Primeiro que ela não fez sozinha. Segundo que se o filho está sob sua responsabilidade, o senhor tem se impor. Não peça. Mande!

A mãe que cria os filhos sozinha também reclama.

– Eu me viro sozinha porque o pai não presta, ninguém sabe por onde anda. Eu não sei o que fazer com esse menino.

– Sabe sim, só não se coloca no seu lugar. Outra coisa, se você se deitou com qualquer um, o problema é seu. Se o filho está com você, a educação dele é por sua conta.

A avó reclama dos netos desobedientes que cria.

 – Minha filha é muito nova... Eu peguei o menino para criar.

– Meu filho engravidou a menina e como é irresponsável, eu fiquei com a bebê para cuidar.

– A senhora está reclamando de quê? Quem pariu Mateus que o balance. Pegou neto para criar, não é só dar comida, tem que dar limites também. Agora aguente!

Fora outros casos que fazem vergonha contar.

– Meu filho fica até as 2 horas da manhã no celular...

– Por acaso, o senhor manda na sua casa?

– Minha filha não lava o prato que come, para não quebrar as unhas.

– Minha senhora, que bom que ela se domina e tem uma empregada que chama de mãe.

– Eu não queria, mas coloquei meu filho na escola pela tarde, pois ele não acorda cedo. Fica até tarde da noite jogando.

– Eu fico emocionado com essas situações. Ainda bem que ele se domina, vivendo às suas custas.

- Todo dia é uma confusão para minha filha se levantar. Dorme até as 10 da manhã.

– É mesmo? Jogue água na cama, tonta!

– Meu filho não me deixa assistir nem o jornal. Assisti desenho o tempo todo. Se eu mudar canal, ele começa a chorar.

– Rapaz, isso aí é falta de limites. Mude de canal e pronto. Se ele chorar, sabe a fita adesiva...?

Muitos dos pais de hoje se esqueceram da forma como foram criados e só faltam apanhar dos filhos. O que é isso? Todo mundo quer viver em um mundo melhor. Mas o que estamos fazendo para tornar o mundo melhor?

Não importa se a mãe abandonou e foi para as profundezas, não importa se o pai deu no pé para o Diabo que o Carregue do Norte. O que importa é que se você está criando, a responsabilidade é sua! Pare de se fazer de pobre coitado(a) e assuma a responsabilidade. A gente não aguenta mais tanta lamúria, tanta desculpa esfarrapada e vitimista para justificar a péssima criação dos filhos. E o resultado está aí.

Mas graças aos deuses, ainda há famílias em que os chefes conseguem educar seus filhos como se deve e com isso garantir que nem tudo está perdido no que se refere ao futuro da nação.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

BRASIL 2020 (crônica)

 BRASIL 2020

Evaí Oliveira

Nestas terras brasileiras, a partir de março, tentaram parar o país para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus fechando o comércio, as escolas, faculdades, casas de show, espaços culturais, áreas de lazer, praias, reduziram frotas de ônibus do sistema de transportes coletivos municipais e intermunicipais com a propaganda Fique em casa!.

Depois do primeiro caso positivo no Brasil, tudo começou a desandar. O governo federal tratando como uma gripe sem importância, enquanto mortes e mais mortes assolavam a Europa e outras partes do mundo!

Decretada a famosa quarentena Fique em casa! com o controle de acesso de pessoas à rua, considerando que uma parcela dos brasileiros não tem a capacidade de seguir ordens ou recomendações, sem falar no Governo Federal que sempre discordou dessas normas de tentativa de contenção do vírus. Tentativa? Sim! Pois de fato a quarentena não surtiu muito efeito.

Depois da quarentena desobedecida, surgiu uma nova recomendação: isolamento social (hahaha) expandindo o Fique em casa!, uma medida emocionante.

Nas cidades do interior foram colocadas barreiras de cascalho (ou barro ou seja lá o que for) nos acessos, com o intuito de fazer os condutores entrarem na cidade passando pela barreira de controle, tendo auferida a temperatura e recebendo a recomendação de só sair de casa para o essencial, além da recomendação de usar máscaras.

Com muita gente desempregada por ser obrigado a ficar em casa, o governo libera o recurso chamado Auxílio Emergencial para gatos e cachorros, à torto e a direito, jogado ao vento. Na verdade, as regras eram não ter carteira assinada, fazer parte de família que recebe menos que três salários mínimos e não ser servidor público, basicamente.

Esse recurso provocou o aumento dos preços dos produtos a cada semana (arroz e carne estão disputando o primeiro lugar no índice de carestia). Posso incluir o aumento absurdo do preço do álcool em gel, pois sempre tem aquele que quer lucrar a todo custo.

 

Agora vamos à piada do milênio!

Ao se aproximarem as eleições, as barreiras sumiram, não tem mais controle de temperatura na entrada das cidades, não tem mais aquele pessoal infernizando para usar máscara. Todo mundo à vontade.

Eventos políticos com multidões amontoadas e sem máscaras, inclusive eu não sabia que cabia tanta gente no fundo de um carro como vi nessas carreatas, o que comprova que o interesse político se sobrepõe aos estragos financeiros familiares e a quantidade de mortes no Brasil por contração do vírus. Acabou a propaganda Fique em casa!. Vá para a rua, contraia e espalhe o vírus.

Enquanto isso, as escolas permanecem fechadas sob a justificativa de proteger o corpo escolar do vírus, dando a entender que só pode haver a transmissão do vírus na escola e não na rua, como estamos presenciando essas aglomerações, prejudicando os alunos, principalmente os concluintes que pretendem prestar vestibular e ENEM.

Agora, devemos esperar para ver o que vai acontecer após o dia 15 de novembro. Será que vão fechar tudo novamente, considerando que o vírus tirou férias para que se fosse possível a realização das campanhas eleitorais?

JUVENTUDE DOS TEMPOS MODERNOS

  JUVENTUDE DOS TEMPOS MODERNOS Evaí Oliveira Outro dia, eu estava lendo sobre a geração nem-nem, nem estuda nem trabalha. Eu incluiri...